![]()
Caso Roswell (continuação)
Também
no domingo, 06 de julho, Jesse
Marcel, oficial das Forças Armadas, comparece ao escritório do xerife Wilcox
para falar com Mac Brazel. Na ocasião examina o material e resolve visitar o
rancho, palco dos acontecimentos, em companhia de vários subordinados. O
superior de Marcel, Ramey, tendo sido informado dos fatos, comunica tudo ao Pentágono.
Nesse
mesmo domingo, por volta das 19
horas, os oficiais descobrem a nave acidentada e resgatam os seus ocupantes.
Isso, no entanto, não teve testemunhas civis. Só os militares, estiveram
presentes ao resgate.
Ainda
nesse dia, 06 de julho, algumas pessoas tiveram em mãos pequenas partes
daqueles materiais. As peças eram iguais às que Brazel tinha encontrado.
Na
segunda-feira, dia 07 de julho,
o Pentágono manda bloquear todas as vias de acesso a Roswell. O Rancho Foster
fica fortemente guarnecido.
No mesmo dia, 07 de
julho, Glenn Dennis, o proprietário da Funerária Ballard, da cidadezinha
de Roswell, recebe um pedido muito estranho de uma oficial da base próxima.
Antes, o militar fez intrigantes perguntas. Queria saber se ele tinha caixões
herméticos, pequenos e quantos em estoque. Dennis pergunta então se houve
algum desastre nas imediações e informa que iria demorar pelo menos 24 horas
para conseguir o elevado número de caixões de crianças por ele encomendado.
Depois, como continuava
intrigado com aquilo Dennis foi ao hospital conversar com uma amiga enfermeira.
Ela quando o viu ficou assustadíssima e pediu que ele fosse imediatamente
embora ou teria sérios aborrecimentos.
Horas depois, o mesmo
oficial liga novamente para Dennis e pergunta como se faz para conservar corpos
até a hora do enterro e se os produtos normalmente usados por ele poderiam
modificar a química de corpos que ficaram muito tempo no deserto. Dennis
recomenda o congelamento e fica desconfiado.
Enquanto isso, no Pentágono,
os generais Curtiss Lemay e Hoyt Vandenberg, se reúnem para conversar a
respeito do Caso Roswell. Ao mesmo
tempo, o general Nathan Twinning, comandante, prepara-se para viajar ao Novo México.
Na
mesma segunda-feira, 07 de julho, o
major Marcel mostra alguns fragmentos do material achado para a sua esposa e
filho e diz que aquilo é coisa de outro mundo.
O COMUNICADO
Na terça-feira, dia 08, o coronel Blanchard resolve fazer um
comunicado à imprensa informando que o grupo de bombardeiros da Força Aérea
havia achado um disco voador, confirmando assim as estórias que existiam sobre
tais aparelhos. Na nota mencionava, inclusive, a cooperação de um rancheiro
local (Brazel) que guardou o objeto e do xerife que logo informou às
autoridades.
Um tenente foi encarregado de distribuir o comunicado a imprensa. Ele visita as rádios KGL e KSWS, e os jornais Roswell Daily Record e Morning Dispatch, que publicam no mesmo dia o espantoso acontecimento. Logo a famosa agência Associated Press se encarrega de espalhar a notícia pelo mundo. Horas depois o xerife Wilcox começa a receber telefonemas de jornalistas de Londres, Paris, Tóquio, Roma e de muitas outras localidades interessados em mais informações.Mas, essa liberdade de imprensa durou pouco. Frank Joyce, da rádio KGFL, ao tentar remeter um telex para a agência United Press International, recebe como resposta uma advertência do FBI que mandava suspender qualquer noticiário sobre o caso Roswell e salientava ainda que era questão de segurança nacional.
O DISCO QUE VIROU BALÃO
No mesmo dia, terça-feira,
08 de julho, no período da
tarde, o general Roger Ramey dá uma entrevista coletiva comunicando, em caráter
oficial, que o material (destroços) encontrado em Corona era apenas restos de
um balão atmosférico. Na ocasião foram mostrados alguns fragmentos
daquele tipo de aparelho. Ninguém da imprensa se lembrou, na hora, de perguntar
como um coronel experiente como Blanchard não conseguiu reconhecer os
fragmentos de um balão atmosférico, aparelho tão comum em bases aéreas,
antes de dar o seu comunicado informando ter encontrado um disco voador.
A partir desse mesmo dia e por toda uma semana, Mac Brazel foi forçado a ficar sob custódia das autoridades militares por uma semana. Durante esse período, foi visto pelas ruas de Roswell com uma escolta militar. Seu comportamento era completamente diferente. Não reconhecia mais ninguém e nem cumprimentava os amigos. Após a custódia, Brazel desmentiu toda a sua versão inicial sobre os acontecimentos.
A TESTEMUNHA OCULAR
Também nessa terça-feira dia
8 de julho, Dennis, o desconfiado agente funerário, recebe um chamado da
enfermeira sua amiga. Ela queria contar um segredo, mas pedia antes que Dennis
fizesse um juramento de nunca relacionar o nome dela aos fatos que iria relatar.
Ele promete. Ela então conta que enquanto médicos faziam uma autópsia provisória,
ela conseguiu desenhar o que viu. Falou em seres que tinham:
Crânio avantajado; olhos fundos e grandes; orifícios nasais diminutos;
boca fina; ausência total de pelos (inclusive de cabelos na cabeça); braços
finos e compridos; mãos com quatro dedos que terminavam em orifícios parecidos
com ventosas e pele preta. A enfermeira afirmou ainda que existiam mais de
três corpos mutilados, talvez comidos por coiotes. Os indivíduos mediam
aproximadamente 1,20m e exalavam um mau cheiro insuportável, muito mais forte
do que o odor exalado por um corpo humano em estado de decomposição.
No mesmo dia, uma Terça-feira, a enfermeira despede-se de Dennis e horas depois é transferida para a Inglaterra. De lá escreve contando as novidades. Dennis responde a missiva e recebe semanas depois o retorno da carta com o carimbo: falecida.
A OUTRA TESTEMUNHA OCULAR
Ainda nessa terça-feira,
dia 08 de julho, pousa um avião
de Washington com uma equipe de técnicos e fotógrafos a bordo. No mesmo dia,
os misteriosos destroços são embarcados para a base aérea de Wright
Patterson, em Ohio. O embarque foi no avião pilotado pelo Capitão Oliver
Popper Handerson. O piloto, antes de subir na aeronave, faz uma rápida inspeção
na carga que ainda estava no hangar do aeroporto e vê três cadáveres de
estranhos seres, conservados em gelo seco. A descrição (posterior) do
Capitão Oliver, a alguns amigos, não deixava dúvidas. Tratava-se realmente de
extraterrestres.
No
mesmo dia, a imprensa vai a Roswell e depois ao Rancho Foster. Repórteres
encontram Brazel que afirma ter sido um erro seu levar o caso as autoridades,
pois se tratava de uma verdadeira bomba, segundo suas próprias palavras. No
rancho os destroços são substituídos por fragmentos de um balão
meteorológico.
Uma grande farsa é montada. Os repórteres voltam a Roswell e o xerife local
adverte que eles estão proibidos de fazer qualquer manifestação sobre o que
viram.
Por outro lado, a Polícia
Federal, através de um memorando interno, comunica ao FBI que a estória do balão
meteorológico não corresponde aos fatos. Brazel é intimado a comparecer à
base de Roswell, onde recebe conselhos e ameaças disfarçadas para desmentir
toda a estória. Os boatos, no entanto, já circulavam em Roswell. Falavam em
nave acidentada com homens de Marte e sobre o aprisionamento dos seres.
TRÊS AVIÕES PARA LEVAR UM ÚNICO "BALÃO"
Na quarta-feira,
dia 09 de julho o coronel Blanchard vai visitar o local dos acontecimentos
com o intuito de terminar logo a operação de resgate, pois pretendia entrar em
férias. Nesse mesmo dia, três aviões de transporte C-54 são carregados
com os destroços. A operação é inspecionada
por supervisores de Washington. As aeronaves partem em direção a Kirland onde
o general Twinning aguarda pelo
carregamento. Enquanto isso oficiais da base de Roswell visitam jornais e
emissoras de radio com o objetivo de recolher as cópias do relatório do
coronel Blanchard admitindo a captura do disco voador.
No
mesmo dia, oficiais reunidos comunicam ao FBI, em nome do Ministério da Defesa,
que os discos voadores não são da responsabilidade nem do exército americano
e nem de nenhuma força armada.
Na sexta-feira, dia 11 de julho, começa a Operação Corretiva
Mental, com a finalidade de obrigar os soldados a guardar silêncio a
respeito de tudo que viram ou ouviram.
Na Terça-feira do dia 15 de julho, Brazel e novamente
"aconselhado", mas pode enfim retornar a sua cidadezinha natal. O que
causou espanto entre os amigos foi Brazel, que era pobre, chegar numa
caminhonete nova e com dinheiro para comprar uma casa e montar um negócio de
fornecimento de gelo.
CONCLUSÃO
No dia 24 de setembro de 1947, o presidente Truman cria a ultra-secreta Operação
Majestic 12, com o intuito de explicar racionalmente o que acontecera em Roswell. Em outubro do mesmo ano, o Pentágono, através do general
Schulgen, redige um memorando secreto, incumbindo as forças armadas da função
de compilar e investigar todas as informações existentes sobre os UFOS. Uma
evidência de que o governo mentiu quanto ao Caso Roswell.
Em 1978, o ufólogo e físico nuclear Stanton Friedman encontra Jesse Marcel e consegue dele as informações por tantos anos omitidas. Rompido, finalmente o silêncio, vários livros, baseados em testemunhas dos fatos, foram editados. A imprensa então voltou a se manifestar sobre o caso e até o hoje esse assunto é noticiado com o mais vivo interesse.