Meu passarinho

                                                                (ao meu neto Expedito)

 

       

Eu andando no mato achei um ninho 
Bem fofinho e macio, que beleza! 
Quando olhei para dentro, que surpresa! 
Tinha um lindo e mimoso passarinho. 

Era lindo e mimoso de encantar, 
Não podia voar porque as penas 
Inda estavam pequenas, bem pequenas, 
Não podia seu corpo transportar.

Eu correndo ia lá toda manhã 
Para ver o bichinho encantador 
O retrato fiel do puro amor 
No seu ninho feliz feito de lã. 
Mas um dia fui lá com todo orvalho, 
Era cedo e fazia muito frio, 
Vi o ninho sem nada, bem vazio 
E o maroto bem juntinho sobre um galho. 
Do seu ninho o maroto estava fora 
E quando um jeito de pegá-lo fiz, 
Saiu ele a voar como quem diz: 
Meu adeus, Expedito, eu vou me embora.