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O Castigo do Vaidoso
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Quando ele viu um cabelinho branco Na sua negra e farta cabeleira, Disse, com raiva e cheio de canseira: Demora, diabo, que eu te pego e arranco! Porém, o tempo, sério, rijo e franco, Que não gosta daquela brincadeira, Da planície o levou para a ladeira E colocou bem no cimo do barranco. E hoje o vaidoso, sem consolo, chora, Bem diferente do que foi outrora, Doente e magro qual um esqueleto. Com um espelho quando se depara Triste e choroso, sem prazer repara Se ainda tem algum cabelo preto. |